domingo, 8 de fevereiro de 2009

Eu vou correndo

Vejo eu um cortejo então desnudo
Num roteiro bacante improvisado
Mil olhares de único avisado
E perguntas se auto-proclamando
Coração bate forte neste ano
Os versejos são tão bem entendidos
O normal quase sempre é ofendido
Se o novo e anormal se apresenta
Pesso que o consciente não se ofenda
Mas prefiro o que não é circunstancia.
Os seus versos relembram minha infância
Eu os sinto no âmago infinito
Os meus olhos ao lerem soltam grito
O cavalo do peito precipita
Sentimento voraz sempre interdita
Racional sentimento sempre lento
Não sei bem que se passa no momento
Mas eu quero perder-me qual poeta.
Lhe garanto menina não sou atleta
Mas daqui pra onde estás eu vou correndo.



Luar do Conselheiro

sábado, 24 de janeiro de 2009

Peixes (cavalo marinho)

Você não sabe o que é ser um peixe no oceano
Você não sabe o que é cavalgar num cavalo do inferno
e ter um fantasma a lhe sussurar
Você não sabe o que é ter o coração acelerado
até parecer mil trovões
e dez mil tambores
Nem andar na motocicleta que montei

Mas sabe o que é andar num verso
e ver o eclipse?
E cavalgar cometas?
E tocar flauta ou tocar flor de trombetas?
pelo universo...

Somos vítimas do anseio
dirigidos pelo desejo
vamos novamente pegar a estrada
no deserto do nada

Vamos caminhar o destino sem medo
belas curvas anseio desejo
deserto veemente
belas árvores belos dias
sabemos do que está à nossa frente

Vamos explorar a luz
anseando o segredo das somnbras
da penumbra do fogo
vamos jogar o jogo

Caminhar no verso sem vestes
rezar na luz imensa as preces
ensinadas a nós assim como pegar os peixes
viajar no espaço infinito
vamos andar no cavalo marinho.

Gustavo Lobo